O profeta a orienta: peça muitas vasilhas emprestadas para seus vizinhos, vá para casa, feche a porta, você e seus filhos, e comece a encher, uma a uma, as vasilhas com azeite, a partir do único frasco que você tem. Ela o obedece.
Por que o profeta manda que ela feche a porta da casa antes de começar a presenciar o milagre?
Terceira Lição: Fechar a porta é um símbolo de isolamento, mas também de proteção. O que vai acontecer ali dentro pertence ao Senhor e a mim, e a ninguém mais.
Fechar a porta me dá liberdade para me despir, pois a mais ninguém é permitido acesso aos meus segredos, a minha intimidade, apenas ao Senhor.
Fechar a porta me ajuda a me concentrar, e me guarda de interferências indevidas. Se o profeta vivesse hoje, talvez acrescentasse... e desligue o celular!
O profeta sabe que a hora é sagrada, o momento em que Deus irá se revelar. Isso requer atenção e reverência.
Porta fechada, o milagre da multiplicação do azeite vai começar.
Uma a uma, as vasilhas são cheias de óleo, como se repetiria alguns séculos mais adiante, com Jesus, na experiência da multiplicação dos pães e peixes.
Os discípulos iam partindo e repartindo, e o pão e o peixe se multiplicavam.
Chega um momento em que acabam as vasilhas e o milagre cessa.
Ela, então, volta ao profeta, que vira como que um consultor de negócios: agora venda o óleo e pague sua dívida. Ainda vai sobrar dinheiro. Use para o seu sustento e de seus filhos. Ela, mais uma vez, o obedece.
Quarta Lição: a multiplicação depende de uma matriz geradora e de uma oferta.
O milagre nunca parte do zero, ele demanda uma unidade - um pão, um peixe, um frasco de azeite.
A unidade que gera o milagre sempre se origina em nós, e não em Deus.
Deus usa nossos recursos concretos como alicerce de sua obra Ele usa o que temos, não o que gostaríamos de ter.
A mulher vulnerável tinha um frasco de azeite. É isso o que ela oferece.
Quinta Lição: o milagre fica limitado ao alcance de nossa fé, que pode ser medida pelo número de vasilhas que estamos dispostos a coletar. Mais vasilhas, mais milagre. Terminam os recipientes, o milagre cessa.
Quantas vasilhas você teria pedido? Cinco? Dez? Quarenta vasilhas?
Pedir emprestado dá trabalho, você precisa percorrer toda a vizinhança, talvez cada casa lhe ofereça uma vasilha, ou nenhuma, é preciso gastar sola de sapato e ter uma boa dose de humildade.
Mas tudo começa mesmo com a oferta a Deus do único e essencial recurso de que ela dispunha: seu frasco de azeite.
O azeite era essencial para cozinhar o pão, o elemento da vida. O azeite também era essencial para ungir as pessoas, elemento essencial da vida espiritual.
O azeite é o símbolo de ambos, vida física e espiritual, e do Espírito Santo, elemento essencial da vida em plenitude.
Sexta Lição: seja empreendedora. Venda o azeite.
Ainda havia um movimento a fazer: tornar-se uma comerciante.
O milagre nos tira do trivial e nos empurra para o novo.
A viúva não era uma vendedora, mas se tornaria uma.
Sua ação obediente salva sua família da escravidão.
Para proteger seus filhos, uma mulher vulnerável e só arregaça as mangas e se torna, em tempo recorde, uma empresária do ramo dos óleos essenciais.
Sétima Lição: se você esta diante da dívida, que é um tipo de escravidão, entregue a Deus o único (ultimo) recurso hoje, meu pote de azeite.
Peça sabedoria e disciplina, como a desta viúva empreendedora, para direcionar o resultado dessa entrega, que certamente será um azeite abençoado e multiplicado.
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