Sonhando com Deus

Certa noite, José teve um sonho e, quando o contou a seus irmãos, eles o odiaram ainda mais. 

“Ouçam este sonho que tive”, disse ele: “Estávamos no campo, amarrando feixes de trigo. De repente, meu feixe se levantou e ficou em pé, e seus feixes se juntaram ao redor do meu e se curvaram diante dele!” 

Seus irmãos responderam: “Você imagina que será nosso rei? Pensa mesmo que nos governará?”. E o odiaram ainda mais por causa de seus sonhos e da maneira como os contava. 

Pouco tempo depois, José teve outro sonho e, mais uma vez, contou-o a seus irmãos. “Ouçam, tive outro sonho”, disse ele. “O sol, a lua e onze estrelas se curvavam diante de mim!” 

Dessa vez, contou o sonho não apenas aos irmãos, mas também ao pai, que o repreendeu, dizendo: “Que sonho é esse? Por acaso eu, sua mãe e seus irmãos viremos e nos curvaremos até o chão diante de você?”. 

Os irmãos de José ficaram com inveja dele, mas seu pai se perguntou qual seria o significado dos sonhos. (Gn 37.5-11) 

Deus tinha um projeto específico para a vida de José para ser um administrador / provedor de alimentos para o mundo da época e para sua família. 

O Senhor apresentou o projeto para o futuro daquele jovem através de dois sonhos, diferentes: um na colheita; outro no espaço. Porém, em ambos ele seria reverenciado pela família. 

José ficou encantando com os sonhos e com a possibilidade de governar. Assim, resolveu contar aos irmãos e aos pais para perceber a veracidade e o impacto da revelação. 

Quando ele contou os sonhos para os irmãos, talvez com um brilho nos olhos e um sorriso nos lábios, o efeito foi desastroso, pois eles achavam que José queria mandar neles e passaram a odiá-lo mais ainda. 

O pai, Jacó, porém, passou a considerar a possibilidade de ser uma instrução de Deus. Nem todo sonho é revelação de um futuro profético e nem toda ideia ou projeto seu, necessariamente vem de Deus. 

O que sabemos é que Deus pode manifestar os seus planos a você. 

Cabe aos líderes investigar os talentos naturais, os dons espirituais e as indicações divinas para capacitar, treinar, instrumentalizar e disponibilizar as pessoas para a obra de Deus, que pode estar diretamente ligada a Igreja ou não. 

Um cirurgião, um cabeleireiro, um atleta, um cozinheiro, uma faxineira (e até um pastor) podem cumprir plenamente um plano divino em sua vida, se estiverem em harmonia com o Senhor. 

Se Deus lhe deu um “sonho” e você entende que Ele o chama para determinada missão, tenha cuidado com quem vai compartilhar e descanse, pois Deus se encarregará de fazer tudo acontecer. 

Quanto maior for a clareza da revelação e o entendimento de que aquele sonho é grande demais para ser realizado sem Deus, mais você precisará se lembrar do dia em que concebeu o sonho e da sua dependência ao Grande Idealizador e Compartilhador de sonhos. 

A sua parte é a fidelidade nas pequenas oportunidades e tarefas. Seu alvo é a excelência. Gaste energia com o capricho e não com ansiedade, angústia e medo. Seja fiel e Deus cumprirá a parte dele. Comece pequeno. 

Oposição é parte do treinamento Quando os irmãos de José o viram... planejaram uma forma de matá-lo. “Lá vem o sonhador!”, disseram uns aos outros. “Vamos matá-lo e jogá-lo numa dessas cisternas. Diremos a nosso pai: ‘Um animal selvagem o devorou’. Então veremos o que será dos seus sonhos!” 

___ Judá disse a seus irmãos: “O que ganharemos se matarmos nosso irmão e encobrirmos o crime? Em vez de matá-lo, vamos vendê-lo aos negociantes ismaelitas. Afinal, ele é nosso irmão, sangue do nosso sangue!”. Seus irmãos concordaram. 

___ E o venderam para eles [os ismaelitas] por vinte peças de prata. E os negociantes o levaram para o Egito. 

___ Então os irmãos mataram um bode e mergulharam a túnica de José no sangue do animal. Enviaram a linda túnica para o pai, com a seguinte mensagem: “Veja o que encontramos. Não é a túnica de seu filho?”. 

O pai a reconheceu de imediato e disse: “Sim, é a túnica de meu filho. Um animal selvagem o deve ter devorado. Com certeza José morreu despedaçado!”. Jacó rasgou suas roupas e vestiu-se de pano de saco. Por longo tempo, lamentou profundamente a morte do filho. A família toda tentou consolá-lo, mas ele se recusava. “Descerei à sepultura lamentando a morte de meu filho”, dizia, e continuou a lamentar-se. (Gn 37.18-35 cortes e acréscimos nossos) 

Qualquer líder atento poderia perceber que sua equipe estava hostilizando seu gerente. 

 Existe um caminho estreito entre deixar o predileto se resolver com os outros e protegê-lo. 

Jacó ignorou a perseguição, fez vista grossa para as caras feias e respostas rudes, e subestimou o poder de organização da inveja, que pode, tolamente, destruir aquele que seria a grande esperança da companhia. 

Quem investe uma pessoa de autoridade precisa supervisionar e conversar com sua equipe, desfazendo mal entendidos, conduzindo os pensamentos e protegendo a todos. 

O líder é o pastor de sua equipe. Os irmãos odiavam José, não se arrependeram e nem foram instruídos, ou admoestados pelo pai, a quem cabe observar, zelar, investigar e conhecer o coração dos filhos, a fim de conduzi-los paciente e constantemente de volta ao caminho da justiça.  
Primeiro, os irmãos planejaram matar o irmão, mas depois decidiram vendê-lo e condená-lo à escravidão e ao exílio. O ódio traz sofrimento, divisão e desastres. 

A falta de intervenção do pai e a ausência de arrependimento dos filhos fez com que a semente do rancor crescesse, levando-os a se levantar contra o irmão e contra o plano de Deus. 

Quem abraça o ódio na família, se opõe ao projeto de amor do Pai. 

O filho de Deus que sofre injustiça pode saber, com certeza, que sua vida está protegida e dirigida pelo Deus Soberano, Todo-Poderoso e amoroso, que usará todos os acontecimentos da vida, bons ou maus, agradáveis ou desastrosos para formar um caráter apropriado e cumprir o Seu plano soberano. 

José parecia perdido, pois foi vendido, mas estava começando uma nova etapa do treinamento dele. Dessa vez, realizada pelo próprio Deus, com quem José deveria se afinar cada vez mais. Quem não se afina com Deus fica sem base, sem socorro, sem consolo e tem pouca chance de crescer e realizar o projeto do Todo-Poderoso. 

Cheque seu sonho com Deus, entregue a Ele, busque a excelência e depois descanse na soberania do Autor da Vida. 

Como administrar uma propriedade no Egito 

Quando José foi levado para o Egito pelos negociantes ismaelitas, eles o venderam a Potifar, um oficial egípcio. Potifar era capitão da guarda do faraó, o rei do Egito. 

O Senhor estava com José, por isso ele era bem-sucedido em tudo que fazia no serviço da casa de seu senhor egípcio. 

Potifar percebeu que o Senhor estava com José e lhe dava sucesso em tudo que ele fazia. Satisfeito com isso, nomeou José seu assistente pessoal e o encarregou de toda a sua casa e de todos os seus bens. 

A partir do dia em que José foi encarregado de toda a casa e de todas as propriedades de Potifar, o Senhor começou a abençoar a casa do egípcio por causa de José. 

Tudo corria bem na casa, e as plantações e os animais prosperavam. Assim, Potifar entregou tudo que possuía aos cuidados de José e, tendo-o como administrador, não se preocupava com nada, exceto com o que iria comer. 

José era um rapaz muito bonito, de bela aparência, (Gn 39.1-6) Para cada vez que aparece o nome “José” (8x) temos o nome “Senhor” (4x) ou o nome “Potifar” (4x). 

José não estava sozinho. Naquele momento, Potifar era o professor de Deus que montaria a próxima matéria na qual José seria treinado e precisava ser aprovado. 

Quem quer que governasse a nação do Egito precisava saber como funcionava os núcleos de produção e as pequenas propriedades. 

José já havia passado na matéria “Como administrar um núcleo nômade com plantações, criação de animais e comércio”. Aprendeu com seu pai e seus irmãos. 

José foi aprovado e passou para a fase seguinte, que seria em outro país: o Egito. 

Difícil imaginar como estava a mente e as emoções de José. 

Ele havia se dedicado ao máximo ao seu pai, a sua família e aos negócios da família, mas o que recebeu como retribuição foi a escravidão, o exílio e o abandono. 

Essa poderia ser a leitura dele, mas José era desafiado a prosseguir e a intuir que: quem lhe dera o sonho ainda estava trabalhando. 

O treinamento de José estava funcionando exatamente na área em que o seu Pai Celeste havia planejado para ele: a administração. 

Mal chegou ao seu local de serviço e José foi notado como alguém que tinha talentos especiais, ligados diretamente à bênção de Deus. 

Imagino a parceria entre o jovem e seu Criador, enquanto ele trabalhava com zelo e excelência, descobrindo os princípios fundamentais da administração e do governo. Além de um bom trabalho, havia um testemunho do céu, que fazia com que os negócios do chefe de José explodissem de sucesso. 

José estava em uma “academia” e estava sendo preparado para sua tarefa maior, que só haveria de ser revelada no futuro. 

O jovem passou na prova de gerenciar a casa do Potifar que era uma pequena fazenda de um militar do palácio, assim ele estava pronto para os novos desafios que viriam. Como ele foi fiel no pouco, poderia receber muito mais no futuro. 

Dedique-se ao que lhe é proposto. 

Capriche e realize as suas tarefas com dedicação, Desfrute da parceria com o seu Pai Celeste – Ele está treinando você. 

Resolva problemas e conflitos na “prateleira de cima” – com Deus. 

Eu tive um pai de verdade. por Josué Gonçalves 

Um pai que me gerou e me adotou, me assumiu como filho amado. 

Um pai que me mostrou o caminho falando, disciplinando e sobre tudo vivendo. 

Em casa, éramos nove filhos, a mesa era grande, a cozinha estava em movimento o tempo todo, apesar de não sermos “ricos”, nunca faltou provisão. 

Aquele homem, todos dias, como um caçador responsável, saia para uma missão , “prover para os filhos o pão”. Trabalhava duro, sem reclamar, de manhã, a tarde e muitas vezes a noite inteira. 

Que homem, que pai, uma inspiração. Eu tive um pai de verdade. Um pai que amava a Deus e a sua Palavra, e que com o seu exemplo o tempo todo nos ensinava. Ele Era íntegro, um homem de uma palavra só, não era perfeito, porém, buscava se aperfeiçoar todos os dias. 

Ah, que saudade do meu… Eu tive um pai de verdade. 

Um pai que me ensinou a ser pai. Hoje ele não está entre nós, mas está em nós. Seus ensinos, sua forma de servir a Deus, seu estilo de vida, a maneira como tratava a esposa e os filhos, os amigos e os inimigos, ficou em nós. 

Eu tive um pai de verdade, seu nome era Zico Goncalves da Silva. Obrigado Senhor, pelo Pai que me gerou e me adotou. Feliz dia dos pais! 

A tentação de trair o chefe

___ José era um rapaz muito bonito, de bela aparência, e logo a esposa de Potifar começou a olhar para ele com desejo. “Venha e deite-se comigo”, ordenou ela. José recusou e disse: “Meu senhor me confiou todos os bens de sua casa e não precisa se preocupar com nada. Ninguém aqui tem mais autoridade que eu. Ele não me negou coisa alguma, exceto a senhora, pois é mulher dele. Como poderia eu cometer tamanha maldade? 

Estaria pecando contra Deus!”. 

A mulher continuava a assediar José diariamente, mas ele se recusava a deitar-se com ela. 

Certo dia, porém, quando José entrou para fazer seu trabalho, não havia mais ninguém na casa. Ela se aproximou, agarrou-o pelo manto e exigiu: “Venha, deite-se comigo!”. 

José se desvencilhou e fugiu da casa, mas o manto ficou na mão da mulher.

___ Ela guardou o manto até o marido voltar para casa. Então, contou-lhe sua versão da história. “O escravo hebreu que você trouxe para nossa casa tentou aproveitar-se de mim”, disse ela. “Mas, quando eu gritei, ele saiu correndo e largou seu manto comigo!” 

Ao ouvir a mulher contar como José a havia tratado, Potifar se enfureceu. Pegou José e o lançou na prisão onde ficavam os prisioneiros do rei, e ali José permaneceu. (Gn 39.6-12; 16-20) 

 Os limites da atuação do líder 

A convivência prolongada no ambiente de trabalho costuma estreitar laços e provocar tentações sexuais. 

José era um escravo e, mesmo que a tentação fosse com uma jovem solteira, ele dependeria da autorização se seu senhor, o Potifar. 

Porém, quem estava buscando ativamente ter “um caso” com ele era a esposa de seu senhor, a mulher do chefe! 

Ela se valia de sua autoridade para dar ordens, mas um líder de verdade conhece os seus limites. 

Ordens ilegais e criminosas não devem ser obedecidas, mesmo que sejam muito “agradáveis”. 

José era um jovem, estava sem mulher e constantemente se via necessitado de sexo, porém, o domínio próprio vinha sendo seu maior aliado. 

Depois de receber insistentemente ordem para transar com a patroa, José explicou a ela porque não podia. 

Primeiro apresentou um coração grato ao seu patrão, por ter oportunidades tão preciosas. Depois, destacou que ele tinha direitos e poderes que vinham do Potifar, que lhe franqueara tudo! Menos, obviamente, a sua esposa. José não trairia o seu patrão. 

Depois José apresenta outra questão fundamental, pois, mesmo que ninguém ali na casa soubesse, Deus saberia e José não queria pecar contra Deus. 

A consciência de que o trabalho é, em primeiro lugar, para Deus acrescenta um diferencial no currículo de qualquer trabalhador, principalmente, quem aspira à liderança. 

O mesmo que lhe deu os sonhos, que o protegeu dos irmãos que queriam matá-lo, que o levou a uma boa casa, que fez o Potifar prosperar era quem merecia fidelidade. 

José tinha que passar naquela prova – resistir à tentação de adulterar com a mulher do chefe. Ele decidiu e não caiu, ainda que para isso tivesse que ter abandonado suas roupas com ela. 

As tentações em sua vida não são diferentes daquelas que outros enfrentaram. 

Deus é fiel, e ele não permitirá tentações maiores do que vocês podem suportar. Quando forem tentados, ele mostrará uma saída para que consigam resistir. 1º. Cor. 10.13. 

Claro que não há mérito algum em ser paciente quando são açoitados por terem feito o mal. Mas, se sofrem por terem feito o bem e suportam com paciência, Deus se agrada de vocês. (1Pe 2.20) Não existe tentação que não tenha um escape. 

José, quando tentado, fugiu e deixou com a mulher de Potifar uma parte das suas roupas. Ele encontrou uma saída e depois precisou suportar uma nova injustiça, ser lançado na prisão por um crime que não cometera. 

O treinamento estava ficando cada vez mais difícil, mas Deus continuava no controle e se agradou da postura de José. 

Não desista, ainda que a situação esteja difícil para você!

O que para os homens pode parecer uma derrota, para quem é fiel a Deus é só mais uma etapa do treinamento. 

No excelente livro de John Maxwell, cujo título já mostra o nível do desafio e da riqueza que é o seu conteúdo: Muitos se comunicam, poucos se conectam. Leia e junte-se a nós em nosso Poll de questões! John Maxwell cita nove sinais de que você se conectou com as pessoas: 

- esforço extra – as pessoas vão além. 
- apreciação não solicitada – eles dizem algo positivo. 
- abertura da guarda – eles demonstram confiança. 
- melhoria da comunicação – eles se expressam mais prontamente. 
- experiências agradáveis – eles se sentem bem com o que estão fazendo. 
- ligação emocional – eles demonstram uma conexão na esfera emocional. 
- energia positiva – suas “baterias” emocionais estão carregadas. 
- sinergia crescente – sua eficácia é maior do que a soma das contribuições. 
- amor incondicional – eles aceitam sem reservas. 

Confinamento, solidão e reinício Poucas torturas se mostram mais eficazes do que a prisão e o isolamento social. 

Estava chegando ao fim o treinamento de José (o Sonhador) e, talvez, essa fosse a pós graduação. Até aqui a fidelidade e competência de José haviam sido pagas com sofrimento e uma nova fase com outra situação ainda mais difícil. 

Porém, na correção de provas do céu ele estava sendo aprovado com louvor. 

Para vencer na vida, você precisa se apegar ao Senhor e confiar no cuidado dele. 

Não há noite que dure para sempre, nem tempestade que não acabe. 

O grande diferencial de José foi o sobrenatural. Ele era, sim, um bom administrador, um homem fiel, mas o que o fez decolar de vez foi saber interpretar os sonhos e prever o futuro. Isso só aconteceu porque José passou esse tempo de masmorra e solidão. 

Faz lembrar o rei Davi que teve a história da sua vida mudada quando passou a habitar na caverna de Adulão, onde aprendeu a ouvir a voz de Deus. 

Nada tem tanto valor quanto ouvir o Chefe, saber o que deseja o Senhor dos reis ou quais são as instruções do Maestro das Galáxias. 

Sim, aquele que muda a história e cumpre os seus planos. Aprender a transformar a espera em devoção e a solidão em solitude é essencial para quem deseja viver os sonhos de Deus. 

Por aí, no mercado, os homens fazem ioga, terapia, jejuns e buscam treinadores, porém, o único descanso verdadeiro é de quem aprende a encontrar o descanso da alma no convite de Jesus. 

Venham a mim todos vocês que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso. (Mt 11.28) 

Por conta da calúnia da esposa de Potifar José foi lançado na prisão, onde precisou reiniciar toda a sua carreira mas, em pouco tempo, foi promovido a preso-administrador do Serviço Penitenciário do Egito. 

Novamente, Deus estava com José, que passou a conhecer os intestinos do palácio, conhecendo as intrigas, os crimes, os castigos e sabendo o que levava as pessoas a irem parar na prisão. 

Passou a entender da política do reino por uma ótica que poucos têm. 

José seria um líder quebrantado, que começou de baixo, que conheceu a dor da injustiça e a maldade dos criminosos. 

Assim, ele servia, com a excelência de sempre, o Chefe da Guarda que confiou a ele uma missão especial – tratar com cuidado redobrado dois presos importantes, que serviam ao Faraó diretamente: o Copeiro-chefe e o Padeiro-chefe. 

Eles tiveram um sonho diferente cada um e José interpretou com precisão suíça cada um. 

Depois de exatos três dias o Padeiro-chefe foi enforcado, e o Copeiro-chefe foi estabelecido à sua importante posição de servir o vinho do Faraó e de ser, muitas vezes, o seu conselheiro. 

José pediu que o Copeiro falasse dele ao Faraó para tirá-lo da prisão, mas ele se esqueceu durante dois anos. 

Deve ter sido um período dificílimo na masmorra, na expectativa de sair dali no dia seguinte. José esperou ainda dois anos. 

O treinamento ainda não havia acabado e ali José foi ensinado e quebrantado, aprendendo a fidelidade debaixo de situações duramente adversas. 

Faltava pouco para José sair dali, mas ele não sabia e, mesmo assim, permaneceu firme e fiel a Deus, e a seus líderes. 

Quem não gostaria de ter um homem assim ao seu serviço? 

Quando tudo ao seu redor disser que a promessa de Deus para sua vida vai falhar, não desanime, pois Ele é poderoso para realizar os planos dele. 

Deus também é amoroso e bondoso para completar o seu treinamento e estabelecer você onde Ele projetou à princípio. 

Não desanime. Cada momento de dor é uma questão, uma oportunidade de ser aprovado e, acima de tudo, de aprender. 

Olhar para Deus, lembrar-se da Sua soberania e amor são essenciais para trazer sossego nos momentos mais críticos. Lembrar-se ainda da Justiça dEle ajuda você a não querer agradar somente a homens, mas a se concentrar em agir corretamente, diante daquele que tudo vê e o conhece. 

Uma demissão, ou uma transferência pode parecer uma tragédia, mas quando alinhado com Deus, vai lhe trazer tempo livre, isolamento e solitude que devem ser aproveitados para você se realinhar com Deus e afinar os seus ouvidos espirituais. 

Nosso sustento vem do nosso Pai. 

Nós vivemos para Ele, para servi-lo. Ele é o chefe maior. 

Quando nos alinhamos com Ele, as portas certas se abrirão nos momentos estratégicos e estaremos inseridos em um contexto muito maior do que a realização individual. 

Os planos de Deus são eternos e participar deles traz glória através da história da humanidade. 

Oportunidade e promoção Dois anos inteiros se passaram, e o faraó sonhou que estava em pé na margem do rio Nilo. 

Em seu sonho, viu sete vacas gordas e saudáveis saírem do rio e começarem a pastar no meio dos juncos. Em seguida, viu outras sete vacas saírem do Nilo. 

Eram feias e magras e pararam junto das vacas gordas à beira do rio. 

Então as vacas feias e magras comeram as sete vacas gordas e saudáveis. Nessa parte do sonho, o faraó acordou. 

Depois, voltou a dormir e teve outro sonho. Dessa vez, viu sete espigas de trigo, cheias e boas, que cresciam em um só talo. 

Em seguida, apareceram mais sete espigas, mas elas eram murchas e ressequidas pelo vento do leste. 

Então as espigas miúdas engoliram as sete espigas cheias e bem formadas. O faraó acordou novamente e percebeu que era um sonho. 

Na manhã seguinte, perturbado com os sonhos, o faraó chamou todos os magos e os sábios do Egito. 

Contou-lhes os sonhos, mas ninguém conseguiu interpretá-los. Por fim, o chefe dos copeiros se pronunciou. “Hoje eu me lembrei do meu erro”, disse ao faraó. “Algum tempo atrás, o senhor se irou com o chefe dos padeiros e comigo e mandou prender-nos no palácio do capitão da guarda. 

Certa noite, o chefe dos padeiros e eu tivemos, cada um, um sonho, e cada sonho tinha o seu significado. 

Estava conosco na prisão um rapaz hebreu que era escravo do capitão da guarda. 

Contamos a ele nossos sonhos, e ele explicou o que cada um significava. E tudo aconteceu exatamente como ele havia previsto. Fui restaurado ao meu cargo de chefe dos copeiros, e o chefe dos padeiros foi enforcado em público.” 

Na mesma hora, o faraó mandou chamar José, e ele foi trazido depressa da prisão. Depois de barbear-se e trocar de roupa, apresentou-se ao faraó. .... 

Contei os sonhos aos magos, mas ninguém foi capaz de dizer o que significam”. José respondeu: “Os dois sonhos do faraó significam a mesma coisa. 

Deus está dizendo ao faraó de antemão o que ele vai fazer. As sete vacas saudáveis e as sete espigas de trigo cheias representam sete anos de prosperidade. As sete vacas feias e magras e as sete espigas miúdas e ressequidas pelo vento do leste representam sete anos de fome. “Acontecerá exatamente como eu descrevi, pois Deus revelou ao faraó de antemão o que ele vai fazer. 

Os próximos sete anos serão um período de grande prosperidade em toda a terra do Egito. Depois, haverá sete anos de fome tão grande que toda essa prosperidade será esquecida no Egito, pois a fome destruirá a terra. A escassez de alimento será tão terrível que apagará até a lembrança dos anos de fartura. Quanto ao fato de terem sido dois sonhos parecidos, significa que esses acontecimentos foram decretados por Deus, e ele os fará ocorrer em breve. 

“Portanto, o faraó deve encontrar um homem inteligente e sábio e encarregá-lo de administrar o Egito. 

O faraó também deve nomear supervisores sobre a terra, para que recolham um quinto de todas as colheitas durante os sete anos de fartura. Encarregue-os de juntar todo o alimento produzido nos anos bons que virão e levá-lo para os armazéns do faraó. 

Mande-os estocar e guardar os cereais, para que haja mantimento nas cidades. Desse modo, quando os sete anos de fome vierem sobre a terra do Egito, haverá comida suficiente. Assim, a fome não destruirá a terra”. (Gn 41.1-36) 

Uma importante etapa do treinamento de Deus para José chegava ao fim. 

O próprio Deus deu dois sonhos ao Faraó, que lhe tiraram o sossego, ninguém conseguiu interpretar e o Copeiro-chefe se lembrou de José. 

Depois de ouvir a história de como José acertou na interpretação dos sonhos o Faraó mandou chamá-lo. José saiu da masmorra, de preso, servo do capitão da guarda e mal vestido, para ser levado arrumado e barbeado para uma entrevista com o homem mais poderoso do mundo da época! 

Não dê as costas a uma oportunidade – ela pode não se repetir 

Confie que o Senhor fará a parte dele – seja corajoso 

A oportunidade estava diante dele, mas José não estava sozinho. 

Ele tinha esperado, se conformado, se adaptado, se sujeitado e se aproximado do Deus da Promessa, que, agora, lhe parecia tão perto. 

Com confiança de que o Senhor lhe revelaria mais este sonho, José marchou para sua chance de liberdade. Quando ele poderia ter outra entrevista com o Faraó? 

Deus era a única esperança de José e isso não o incomodava. O período de espera tinha a sua razão de ser. Sempre tem. 

A prova oral final era a entrevista de emprego. O Faraó contou os dois sonhos para José. Dois sonhos diferentes, mas com o mesmo sentido. 

Assim como foram os dois sonhos que José tivera quando adolescente. 

Deus, como sempre, revelou o significado para José, porém, as implicações desses eram mundiais! Deus estava dando uma informação privilegiada ao Faraó, que engrandeceria a nação egípcia grandemente. José não somente interpretou os sonhos, mas, depois de tanto treinamento, esboçou um plano de negócios para que o Egito crescesse com toda aquela crise. Faraó, como líder experiente percebeu o talento e içou José, de prisioneiro ao segundo em autoridade no trono do Egito. 

José foi andado para trás e caiu no trono do Egito! José passou na prova e se formou, recebeu a promoção e foi exaltado para realizar o que Deus havia projetado para ele: ◦ Salvar o mundo da época. 

Providenciar um ambiente seguro para os descendentes de Israel 

Trazer um livramento incrível por meio de Moisés, depois de 400 anos. As provas não duram para sempre. 

Para se formar, você precisa passar em todas elas para ser e fazer tudo o que Deus desejou para você. O planos de Deus são muito amplos! 

 Lembra do Simão pescador, que se tornou Pedro o apóstolo? De uma visão limitada de pescar para garantir o sustento do dia, para o apóstolo, dentre os doze, mais conhecido. 

Quantas pessoas se chamam Pedro, por causa dele? O chamado do Senhor é muito mais alto do que você possa imaginar. 

 Privilégio e responsabilidade O faraó e seus oficiais gostaram das sugestões de José. Por isso, o faraó perguntou aos oficiais: “Será que encontraremos alguém como este homem? Sem dúvida, há nele o espírito de Deus!”. 

Então o faraó disse a José: “Uma vez que Deus lhe revelou o significado dos sonhos, é evidente que não há ninguém tão inteligente ou sábio quanto você. 

Ficará encarregado de minha corte, e todo o meu povo obedecerá às suas ordens. Apenas eu, que ocupo o trono, terei uma posição superior à sua”. 

O faraó acrescentou: “Eu o coloco oficialmente no comando de toda a terra do Egito”. 

Então o faraó tirou do dedo o seu anel com o selo real e o pôs no dedo de José. 

Mandou vesti-lo com roupas de linho fino e pôs uma corrente de ouro em seu pescoço. Também o fez andar na carruagem reservada para quem era o segundo no poder, e, por onde José passava, gritava-se a ordem: “Ajoelhem-se!”. Assim, o faraó colocou José no comando de todo o Egito e lhe disse: “Eu sou o faraó, mas ninguém levantará a mão ou o pé em toda a terra do Egito sem a sua permissão”. O faraó deu a José um nome egípcio: Zafenate-Paneia. Também lhe deu uma mulher, que se chamava Azenate. Ela era filha de Potífera, sacerdote de Om. 

Assim, José recebeu autoridade sobre todo o Egito. 

Tinha 30 anos quando começou a servir na corte do faraó, o rei do Egito. 

Depois de sair da presença do faraó, José foi inspecionar toda a terra do Egito. (Gn 41.37-46) José estava com 30 anos e era o segundo homem mais poderoso do mundo! 

É muito fácil se perder com tanto poder e riquezas. Jogadores de futebol, empresários de Startups de sucesso e astros da música ficam deslumbrados e descobrem que a fama e a riqueza não trazem felicidade. 

Normalmente se perdem em depressão, drogas ou exageros. 

Por isso, José foi treinado eficazmente por Deus durante 13 anos seguidos. P

ara engenheiro, estuda-se 5 anos; para médico, 8 anos; mas para ser governador do Egito José “estudou” por 13 anos. Em todo período de formação, José só tinha os sonhos e seu relacionamento com Deus para se apoiar, pois as circunstâncias era terríveis. 

Depois, porém, que ele subiu ao trono, a sua sorte mudou, ele ganhou novas roupas, mas não ficou envaidecido; ele ganhou poder, mas este não lhe subiu à cabeça; ele ganhou uma esposa e encontrou doçura para amá-la. 

Permita que as dores e lutas façam de você uma pessoa doce, humilde e sábia. José interpretou o sonho do Copeiro-chefe, que fora parar na prisão e do Padeiro, que acabou enforcado. 

Lugares de grande destaque podem proporcionar uma queda radical e perigosa. 

Se a posição era extraordinária, com poder, fama e recursos, por outro lado, a responsabilidade era altíssima! 

Agir com prudência para conseguir trabalhar em meio aos fuxicos da corte, comunicar-se bem e ainda desempenhar o seu trabalho com eficácia era um desafio e tanto, que deveria absorver a energia de José. 

Não as farras. 

A provisão existencial de José não era o sucesso, ou a vingança, ou o dinheiro, mas o seu relacionamento com Deus, que o mantinha doce e sóbrio. Para prosperar é preciso perdoar Durante esse tempo, antes do primeiro ano de fome, José e sua mulher, Azenate, filha de Potífera, sacerdote de Om, tiveram dois filhos. 

José chamou o filho mais velho de Manassés, pois disse: “Deus me fez esquecer todas as minhas dificuldades e toda a família de meu pai”. 

José chamou o segundo filho de Efraim, pois disse: “Deus me fez prosperar na terra da minha aflição”. (Gn 41.50-52)

O trabalho de José era um sucesso, pois conseguira estocar uma enorme quantidade de alimentos no século XIX a.C. – um feito notável para a época. 

A seca se aproximava. Qual era o segredo de José? Como ele conseguiu superar os 13 anos de sofrimento sem ficar improdutivo, amargo, ressentido ou vingativo? Como ele pode continuar debaixo da bênção de Deus? José foi traído pelos irmãos e não enviou nenhuma assassino de aluguel para vingar-se deles. 

A mulher do Potifar mentiu e o difamou, mas não há registros de uma vingança, fazendo uso de seu posto e autoridade. 

Tão pouco atacou o Potifar que o condenou sem, ao menos, ouvir a sua versão. José concentrou-se em Deus, no trabalho e passou a constituir uma nova família. José teve dois filhos: Manassés – Deus me fez esquecer e Efraim – Deus me fez prosperar. 

A sequência é muito elucidativa. 

Primeiro José precisou perdoar e esquecer, para só então poder prosperar. Falar de perdão é fácil, entender também não é complicado, porém praticar é o grande desafio. José declarava, sempre que chamava um filho: “Deus-me-fez-esquecer, pegue o seu calçado”. “Deus-me-fez-esquecer, venha jantar” e, ao repetir, dizia para si mesmo: “estão perdoados, os meus irmãos, a esposa do Potifar, o copeiro-chefe e todos que me feriram”. 

Um líder ressentido tende a ser desconfiado, vingativo e injusto. 

Quando o executivo está ferido, o mal cheiro da amargura atrapalha o serviço, compromete a credibilidade e atrai para a equipe pessoas de mal caráter. 

Sem contar que a fonte de paz que vem de Deus fica interrompida, pois a ausência de perdões para ele vai se acumulando. 

Quem fica sem a paz de Deus acaba adicto de prazeres transitórios que funcionam como parcos analgésicos para aplacar o vazio e a dor da mágoa. Quem deseja liderar precisa ter pele grossa, coração mole e mente expandida, sabendo quem é e para quem trabalha. 

O líder precisa ter a consciência de que veio da terra, mas que serve a um Deus Todo-Poderoso e Eterno. 

Deus sabe que perdoar é difícil. 

Ele pagou preço alto pelo grande Perdão. 

Deus espera que você perdoe e siga consolidando esse perdão até parar de doer. 

A prosperidade e o cumprimento pleno da promessa depende disso. 

Não espere até amanhã: perdoe quem o ofendeu, pois Jesus perdoou você também e ele quer cumprir os planos do Pai na sua vida. 

 Quando o projeto é de Deus dará certo no final Uma vez que José era governador do Egito e o encarregado de vender cereais a todos, foi a ele que seus irmãos se dirigiram. 

Quando chegaram, curvaram-se diante dele com o rosto no chão. 

José reconheceu os irmãos de imediato, mas fingiu não saber quem eram e lhes perguntou com aspereza: “De onde vocês vêm?”. “Da terra de Canaã”, responderam eles. “Viemos comprar mantimentos.” 

Embora José tivesse reconhecido seus irmãos, eles não o reconheceram. 

José se lembrou dos sonhos que tivera a respeito deles muitos anos antes (Gn 42.6-8) 

Os irmãos foram “bater na porta” de José em busca de alimento. 

Eles eram os mesmos, tinham vivido confortavelmente na casa da família, não foram servos de ninguém e, tão pouco foram presos. 

A vida para eles passou normalmente e não haviam mudado. Porém, José estava transformado pelo treinamento do Pai Celestial. 

Ele agora era um homem, um guerreiro do Senhor, um príncipe, um profeta e um administrador de sucesso. 

Carregando na alma as cicatrizes dos anos de servidão, exalava confiança inabalável de quem foi até o fundo do poço e sobreviveu, percebendo que Deus estivera com Ele durante todo o período. 

José estava maduro. Se Faraó era considerado uma divindade, José, como número dois, era um semi-deus. 

É difícil saber quais sentimentos tomaram José quando reviu os seus irmãos, mas sabemos que José os acusou de serem espiões para lhes provar o coração. 

Aqueles homens se curvaram, até o chão diante de José. 

O sonho se cumpria, mas não havia aquele prazer infantil de quando sonhara. 

Ali estava um homem feito, poderoso e influente, porém, com seu interior quebrantado e sofrido. 

José tinha crescido à altura do chamado; tinha amadurecido para receber tanto poder e destaque. 

José era outro. Mesmo sem perceber, quando passamos nos testes do Senhor, crescemos à altura de Seu chamado. -- Você tem sido aperfeiçoado ao longo dos anos? -- 

Você tem sido aprovado nas provas que Deus lhe impõe? -- 

Você é melhor hoje do que foi a cinco anos? 

Você depende mais de Deus? 

Você tem enfrentado os desafios, ou tem se agarrado com unhas e dentes ao conforto da mesmice? 

Deus tem um plano para a sua vida e a maneira mais rápida de se alinhar a ele é aceitando as provas e permanecendo fiel. 

Fique firme, não se revolte, seja forte e saiba que o seu Pai vai cumprir tudo o que disse a seu respeito. 

Permita-me repetir, quando o sonho vem do Senhor, Ele mesmo se encarregará de cumpri-lo. 

Viva hoje, trabalhe no presente e deixe ao Eterno o dia de amanhã.

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