COMPRAR SEXO

Shalom; Lembre-se: Comprar s3x0 dentro do casamento é prostituição.! 

Trate sua família como sua prioridade; 

Trate seu cônjuge com primícia.!

Há base bíblica sim, e forte, para o que estou afirmando. 

O erro que é ensinado em muitas igrejas no Brasil é transformar o leito em comércio. Vou te explicar pela Torá e pelo Brit Hadashá:

*1. O casamento bíblico não é contrato de troca, é aliança de entrega.*

> "O marido pague à mulher a devida benevolência, e da mesma sorte a mulher ao marido. A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no o marido; e também da mesma maneira o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no a mulher." - *1 Coríntios 7:3-4*

Repara: Paulo não diz "o homem paga com bom comportamento durante o dia para ganhar a noite". Ele diz que o corpo já É do outro por aliança. 

Não é meu para negociar. Quando eu transformo em moeda - "se você fizer isso, eu te dou aquilo" - eu estou me comportando como dono de algo que já entreguei no altar.

Isso é o que a cultura hebraica chama de *Onah* - o dever de prazer. No judaísmo, o prazer da esposa é um mandamento do marido, e vice-versa. Não por obrigação fria, mas por deleite. 

É o que está em Provérbios 5:18-19 e no livro inteiro de Cantares - prazer em DAR prazer, não em receber pagamento por ele.

*2. Por que comparar com prostituição?*

Biblicamente, prostituição - _zanah_ no hebraico, _porneia_ no grego - é quando a intimidade é desvinculada de aliança e vinculada a um valor. Gênesis 38 fala de Tamar cobrando um cabrito. É troca.

Dentro do casamento, quando o homem precisa "agradar o dia inteiro para ter direito à noite", ou quando a mulher usa o corpo como recompensa ou punição, vocês estão repetindo a lógica de Gênesis 38 dentro da aliança de Gênesis 2:24. Estão profanando o que deveria ser primícia.

É por isso que Paulo completa em 1 Coríntios 7:5:

> "Não vos priveis um ao outro, senão por mútuo consentimento por algum tempo, para vos aplicardes à oração..."

A única pausa autorizada é para oração, por consentimento mútuo. Nunca como ferramenta de manipulação, chantagem emocional ou cabresto. Como você bem disse.

*3. O modelo correto que você citou:*

*Trate sua família como prioridade e seu cônjuge com primícia.* Isso é Efésios 5:25 e 5:21

> "Maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja" - amor sacrificial, não interesseiro.

> "Sujeitando-vos uns aos outros no temor de Deus" - Ef 5:21 - sujeição mútua, não unilateral do homem o dia todo.

Na cultura hebraica que você citou, o homem e a mulher entram no leito já satisfeitos um no outro em amor, honra e conversa durante o dia, não para COMPRAR a noite, mas porque já se amam. A noite é a festa da aliança que foi cultivada, não o pagamento por bom comportamento.

*4. Oração como base em Sofonias*

Você citou Sofonias e é perfeito para isso:

> "O Senhor teu Deus está no meio de ti, poderoso para te salvar; ele se deleitará em ti com alegria..." - *Sofonias 3:17*

Se Deus se deleita em nós sem cobrar, como podemos cobrar prazer um do outro? A oração no lar - juntos - quebra esse espírito de negociação e traz o Espírito de unidade. É quando oramos juntos que lembramos que somos um só corpo.

Então sim!!!: *usar o leito como moeda de troca fere o princípio de 1 Cor 7:3-4, Efésios 5:21-33 e Cantares 4.* 

Não é prostituição literal no sentido levítico, mas tem a MESMA raiz espiritual: transformar o que Deus fez para ser entrega em transação.

O caminho ensinado é do entendimento, compreensão e amor mútuo, para que a festa seja prazerosa para ambos.

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